Pedra Preta: Vereadores decidem hoje o destino do prefeito

cc5b4e26a7e1bf32758dfa81446c76c9A Câmara Municipal de Pedra Preta realiza na tarde de hoje (8) uma Sessão Extraordinária para votar o relatório final da Comissão Processante (CP), que apurou irregularidades na aquisição de mata-burros por parte da Prefeitura. O relatório concluiu que houve a participação no fato do prefeito Juvenal Pereira de Brito, o Ná (MDB), e, caso o documento seja aprovado pela maioria de dois terços dos vereadores, ele estará cassado e automaticamente afastado do cargo.

De acordo com o presidente do Legislativo da cidade, o vereador Hélio de Farias (PSDB), a sessão começará as 15 horas e a previsão é de que avance noite adentro. “Nós esperamos que seja uma sessão demorada. Isso porque nós teremos que ler o relatório final da CP, teremos que ouvir a defesa do prefeito, que tem direito a duas horas para expor seus argumentos, a relatora da CP terá 30 minutos para defender o seu relatório e depois ainda teremos a fala de todos os vereadores, que terão 15 minutos cada para expor suas posições a respeito do documento. Isso tudo antes de irmos para as votações, que serão abertas. Não há como precisar quanto tempo a sessão deve durar, mas, com certeza, não será uma sessão rápida, até devido à gravidade do que vamos estar votando”, informou.

Ainda de acordo com ele, a expectativa é de que a sessão conte com a presença de um grande número de populares, o que o levou a convocar a presença da Polícia Militar para auxiliar na segurança e evitar possíveis tumultos. “Nós esperamos que não, mas a chance de ter tumulto é grande, pois vamos ter muitos funcionários da Prefeitura defendendo a permanência do prefeito e teremos aqueles que acham que ele deva ser cassado. Como esperamos que haja uma grande participação popular, colocaremos um telão do lado de fora da Câmara para a população acompanhar tudo que está acontecendo, por conta do nosso plenário ser pequeno”, completou Hélio de Farias.

Na opinião do vereador, apesar das provas e da clareza de que o prefeito cometeu os ilícitos apontados pelo relatório final da CP, ele acredita que dificilmente ele será cassado. “Para o prefeito ser cassado, é preciso pelo menos oito votos de um total de onze. Eu, como presidente da Câmara, não sou obrigado a votar, mas mesmo assim, vou declarar o meu voto favorável à cassação, mas o prefeito conta com pelo menos quatro votos de vereadores aliados dele, que dificilmente mudarão os seus votos. Mesmo com toda a pressão popular, esses vereadores fazem parte da administração, têm cargos indicados e acho remota a possibilidade de cassação, deles mudarem de posição agora. Mas o certo seria a cassação, pois a cidade está um caos, tomada por buracos e precisando de novos rumos na administração”, declarou.

O prefeito Juvenal Pereira de Brito é acusado de ter cometido crime de improbidade administrativa por conta de ter adquirido vinte mata burros sem ter feito a devida licitação dos mesmos, e ter atuado para encobrir seus erros, vendendo os equipamentos assim que foi descoberto pelos vereadores por um preço inferior ao de mercado, o que configurou o crime de fraude processual.

Caso o prefeito seja cassado, o vice-prefeito Luiz Cândido Rodrigues Pereira, o Candinho (PSC), assumirá o cargo em seu lugar.

Por A Tribuna MT

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