A Polícia Civil começa a coletar depoimento, nesta sexta (8), dos moradores da região onde os corpos da ex-vereadora e ex-candidata a vice-prefeita de Livramento Tereza Rios (PT), de 55 anos, e o esposo, Aloísio da Silva Lara, de 56, assassinados na residência particular, na Gleba União, sítio Santa Terezinha. Os corpos foram encontrados às 14h30 desta quinta (7) e estão no Instituto Medico Legal (IML).

Tereza foi eleita suplente de vereadora em 2004. Depois, chegou a assumir cadeira na Câmara de Nossa Senhora do Livramento e se destacou na defesa dos pequenos agricultores. 

No final da tarde de ontem, o secretário estadual de Segurança Pública (Sesp), Rogers Jarbas, determinou que a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) comande as investigações no local e a busca pelos assassinos.

O governador Pedro Taques (PSDB), amigo de Tereza, se prontificou a tomar as providências cabíveis para que o crime não fique impune. Em nota emitida ontem pela secretaria estadual de Agricultura Familiar, área em que a ex-candidata era militante, o governo destaca que a vítima era ativa em associações da classe de pequenos produtores, bem como membro do conselho de desenvolvimento rural em Mato Grosso.

O secretário da pasta, Suelme Fernandes, classificou o acontecimento como uma barbárie contra as lideranças da agricultura familiar e lembra que Tereza representava a força da mulher rural guerreira, que defendeu a reforma agrária.

casal foi encontrado pelo filho identificado apenas como Djalma, que ligou para o irmão, um policial militar, pedindo para que ele fosse até o sítio, pois provavelmente os pais estavam mortos.

Conforme o boletim de ocorrência, um dos vizinhos relatou à polícia que na quarta (6) ouviu barulho de tiros entre 7h e 8h30. Tereza era presidente da União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes/MT) e militante da causa.

Após liberação dos corpos deve ser feita nesta sexta (8). O casal deve ser velado na Câmara de Nossa Senhora do Livramento. Terezinha e o marido moravam há 19 anos no sítio e deixaram três filhos.

Fonte: RDNews

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